Quero…
Descrever o silêncio em palavras não ditas e jamais pensadas. Entender a ausência sem jamais tê-la vivido. Esquecer o presente, viver o futuro e acordar no passado.
Respirar sem precisar de ar.
Falar sem precisar de som.
Ver sem precisar de luz.
Ouvir sem precisar o que.
Ao silêncio, a promessa de mudança.
Ao dito, o não dito.
À memória esquecida, a lembrança da ausência da presença do ausente. E a tudo, o mais profundo nada.
E que, do nada, ergam-se os sustentáculos sólidos e efêmeros da esperança que, desesperançosa, fez-se vívida em momentos eternos.
Quero.
.dito.
Publicado em.vida.poética.

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