São cegos aqueles que não querem ver.
São tolos aqueles que não veem.
Dizem que “o pior cego é aquele que não quer enxergar”, mas estão enganados. O pior cego, é o tolo.
O tolo não enxerga desintencionalmente. É burro. É alguém que padece nas mãos do destino e fenece às intempéries da vida. O tolo não escolhe ser tolo. O é sem poder lutar. Eventualmente, o é por simples maldade, o é por interesse alheio.
Por outro lado, aquele que não quer enxergar é esperto. É auto defensivo. É inteligente. É uma forma de não magoar-se e fugir de algo que, na realidade, machuca.
Não existe o tolo intencional. Assim como não existe o cego esperto. Em ambos os casos, quem se faz de tolo, ou o é, para fugir de algo que magoa, sabendo as consequências, simplesmente adia a hora de magoar-se.
Logo, fugir da realidade, apoiando-se em devaneios, é mais do que tolice.
Ainda que se passem mil anos em trevas, valerá a pena, no juízo final?
Não.
Perdem-se mil anos.
…

A dor da desilusão no Juízo Final é tão forte (ou maior) que a dor de suportar mil anos de sofrimento? *.*
🙂
Não conhecia esse canto aqui!
Passarei mais.
Bacci
somebody is in his period… hohoho