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.será.


É sério. Você não precisa gostar de mim, de volta.
Não precisa nem se apaixonar. Nada disso.
Toda essa baboseira de ser correspondido é mesmo uma grande bobagem.
Eu posso muito bem conviver com a idealização de um “amor perfeito”.
Não quero, aliás, que você pense que escrevo essas coisas pra você se certificar do contrário, viu?
Estou sendo totalmente realista e sincero ao lhe dizer tudo isso.
Não imagine que é pressão. Não cobro sentimentos. Ou existem, ou não!
É simples assim!
Se eu deixei esse sentimento brotar em mim, a culpa não é sua.
Você pode ser a razão de ter acontecido isso, mas não. De forma alguma, a culpa.
Meu coração acelera de pensar em você. Acelera em lembrar de você.
Me falta o ar quando ouço sua voz, leio suas mensagens, olho sua foto.
Fecho os olhos e vejo o reflexo do meu sorriso ao encontrar, no meu, teu olhar perdido.
Não quero esperar o tempo passar pra me certificar de coisa alguma.
Sim, eu gosto e ponto. Eu quero e pronto. Eu sinto. Que tonto!
Que diferença faz pra você? Deveria fazer nenhuma! Desde quando precisa fazer diferença?
Estou assumindo um sentimento egoísta. Veja bem, egoísta.
Gosto de ti sem pedir nada em troca.
Um dia isso vai se tornar uma grande paixão, eu sei. E dessa paixão, um grande amor.
Amor platônico? Não, de forma alguma.
Será declarado, claro, evidente. Gritado aos sete ventos da solidão.
Só quem ama o impossível – e se conforma com, aceita e pratica a impossibilidade -, sabe o que é amar.
Amar é inerente ao tempo e à ausência. Amor verdadeiro é ausente.
É idealizado e intocável.
E é por isso que, hoje, gosto tanto de você. Sei que amanhã será intocável e ausente.
E é assim que eu quero.
E é assim que vai ser.
E, assim, será perfeito.
…será?

Publicado em.vida.cotidiana.

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