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.respeitolerância.

Uma agonia bem estranha que não sentia há muito tempo. Uma espécie de nó na garganta com as imagens do sonho do qual acabava de despertar.
As palavras ecoavam na minha cabeça como um grito sufocado no travesseiro: “o que você desejaria pra você, se pudesse ter três desejos atendidos?”.
“Respeito e tolerância”
O terceiro desejo, ficou por desejar. Ficou na esperança de que os outros dois pudessem ser atendidos, um dia.
É incrível como as pessoas pensam em si mesmas e esperam que os outros pensem nelas.
De repente, extrapolando, é como se todo o mundo esperasse por um ciclo que jamais vai se completar.
Respeito não deveria ser como cargo de emprego. “O meu respeito depende do seu”. Não. Muito pelo contrário. O meu independe do seu. Respeito não se adquire. Respeito se têm. E se pratica.
Respeitar vai além de se calar. Respeitar vai além de ouvir. Vai além de seguir castas ou costumes. Além das regras e leis. Respeitar vai além da necessidade de ser respeitado.
Respeito é uma via de mão única por onde se transitam, em dois sentidos, emoção e razão.
E, do respeito, nasce a tolerância.
Não a tolerância de “suportar” ou “aguentar”. A tolerância de enxergar além. A tolerância em abraçar o respeito e praticá-lo.
Tolerância é abrir não só o coração e a emoção em prol da razão. Tolerância é doar-se por inteiro em uma causa que lhe era aversa. É interar-se, é interessar-se.
As diferenças são as razões pelas quais cada um se faz necessário, único. E a tolerância, da qual depende do respeito, é quem escreve as palavras pro livro da vida de cada um.
Respeitar e tolerar castas, religiões, status, vontades, necessidades, orientações, verdades, religiões, opiniões, crenças, gostos…

Independe de mim. Independe de você.

…mas depende da vontade. Sua e minha.

Publicado em.vida.cotidiana.

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